Life's truths

"vamos viver tudo oque á pra viver,vamos nos permitir"

Eu me declarei pra você milhares de vezes. Quando eu ri daquela sua piada idiota que não teve a menor graça e quando dei risada das piadas de mau gosto que você fez sobre mim. Lembra? Eu deixei você me zoar porque você achava muita graça naquilo, e se te faz feliz… Bom, me faz feliz. Quando eu deixei os outros um pouquinho de lado pra dar toda a atenção pra você. Quando eu ouvi as músicas que você me mandou, mesmo elas não sendo do meu gosto. Lembra… Quando eu tratava todo mundo mal, mas era super gentil com você? Então. Isso também foi uma declaração, mesmo que silenciosa. Quando eu aguentei suas grosserias todas porque você teve um dia ruim. E também quando eu deixei você descontar todas as suas frustrações em mim, mesmo eu não tendo nada a ver. Quando eu te fiz sorrir quando tu chorava por outra pessoa. Quando eu te defendi do mundo mesmo você estando completamente errada. Quando eu deixei de ficar irritado só porque você tava mal e precisando de alguém. Eu me declarei pra você tantas vezes, da minha maneira… Só você que não viu.

Foi quando abri a porta do meu quarto que a realidade me deu um murro na cara. Roupas espalhadas pelo chão, mala aberta, listas prontas e assim por diante. Bateu na hora um sentimento que não há explicação, aquela dor no peito, um anseio, uma vontade de chorar e de sorrir ao mesmo tempo. No mesmo instante lembranças dos momentos desse ultimo ano vagam pela memória, misturados com a saudade do reencontro da família e amigos. Paro um segundo pra refletir e percebo o quanto o tempo nos faz evoluir, o quanto a intensidade da nossa vida depende somente de nós mesmos, o quanto a distancia amadurece. Por fim, sinto-me satisfeito. Tenho um sentimento de missão cumprida e não me arrependo dos meus atos, pois até mesmo os precipitados me trouxeram migalhas de algo bom. Olho pra frente e vejo um novo caminho, uma estrada incerta mas também instigante que pretendo seguir sem medo algum. Só me resta respirar fundo e sorrir, pois o sol de uma recomeço brilha lá fora, e eu não quero desperdiçar nenhum segundo da minha vida. Chegou a minha hora. Agora depende de mim.

Diego Lopes (via anti-poeta)

(Source: sdrroll, via ddenis)

dilacerar:

“As pessoas mais bonitas são as quem carregam a esperança retida no olhar e abraçam o mundo com seus braços curtos. O que importa é ter o coração grande. As pessoas mais interessantes são as que carregam um livro nas mãos, o amor no sorriso e a compaixão dentre os dedos. Não basta distribuir conselhos, tem que roubar uma partezinha – por mais mínima que seja – da dor do outro na tentativa de torná-lo mais aliviado. Tem que ser leve. Pessoas interessantes andam na ponta dos pés, bailam pelas calçadas imundas, vibram com o samba, sonham em acariciar as teclas de um piano, pegam pela mão e guardam a vida presa em linhas e os sonhos presos em cartas. Quem sabe viver, sabe voar também. Quem sabe perdoar, sabe criar novas e inúmeras histórias. Quem escreve, sente. Tem que se prender nas fitas coloridas, tem que mudar as coisas de lugar, tem que mudar o cabelo, mudar a cor das unhas, a cor das cortinas e das paredes, tem que mudar o mundo. Às vezes tem que ser porcelana, frágil, que cai e quebra, se parte em milhões de pedaços. Mas os poetas espalham estes estilhaços, como se fossem embrulhos com experiências vividas que servirão de apoio para outras pessoas. Tem que mergulhar, molhar os cabelos e encher os olhos d’água. A vida, se for para valer a pena, tem que ser atravessada sem relógio, sem preocupação, sem óculos de Sol. E deixa o Sol entrar, abre a janela da vida […] Abre a janela da alma.” (dilacerar)

dilacerar:

As pessoas mais bonitas são as quem carregam a esperança retida no olhar e abraçam o mundo com seus braços curtos. O que importa é ter o coração grande. As pessoas mais interessantes são as que carregam um livro nas mãos, o amor no sorriso e a compaixão dentre os dedos. Não basta distribuir conselhos, tem que roubar uma partezinha – por mais mínima que seja – da dor do outro na tentativa de torná-lo mais aliviado. Tem que ser leve. Pessoas interessantes andam na ponta dos pés, bailam pelas calçadas imundas, vibram com o samba, sonham em acariciar as teclas de um piano, pegam pela mão e guardam a vida presa em linhas e os sonhos presos em cartas. Quem sabe viver, sabe voar também. Quem sabe perdoar, sabe criar novas e inúmeras histórias. Quem escreve, sente. Tem que se prender nas fitas coloridas, tem que mudar as coisas de lugar, tem que mudar o cabelo, mudar a cor das unhas, a cor das cortinas e das paredes, tem que mudar o mundo. Às vezes tem que ser porcelana, frágil, que cai e quebra, se parte em milhões de pedaços. Mas os poetas espalham estes estilhaços, como se fossem embrulhos com experiências vividas que servirão de apoio para outras pessoas. Tem que mergulhar, molhar os cabelos e encher os olhos d’água. A vida, se for para valer a pena, tem que ser atravessada sem relógio, sem preocupação, sem óculos de Sol. E deixa o Sol entrar, abre a janela da vida […] Abre a janela da alma.” (dilacerar)

(via myworldisstillyou)

27-06:

Mas 2011 não foi de todo tão ruim assim, vai. No começo, parecia que o ano ia se arrastar e demorar pra passar. E agora eu tô aqui pensando em tudo e lamentando como ele passou rápido e eu não aproveitei tanto quanto deveria. Mas muita coisa aconteceu. Me aproximei e dividi segredos com gente que não tinha nem pretensão de trocar duas palavras e entretanto me afastei e hoje trato como estranhas pessoas nas quais já depositei confiança e realmente achava que ficariam por um longo tempo na minha vida. Me apaixonei, só pensei que estava apaixonado, fingi que estava apaixonado só pra fazer alguém feliz por um tempo e em outras vezes me iludi que estava apaixonado só pra não me sentir sozinho. Usei pessoas e elas me usaram e depois nós fingimos que nada aconteceu. Fiquei mal e ao invés de fazer algo pra melhorar, coloquei aquela música filha da puta que traz todas as lembranças de uma vez só e chorei. Chorei muito. Chorei pelo acabou, chorei lembrando do que aconteceu e chorei até pelo que nem chegou a ser. Reclamei tantas vezes da vida e depois me senti culpado, olhando pro lado e vendo que tem gente que não tem nem metade do que eu tenho mas nem por isso abaixa a cabeça. Muita coisa deu errado. Tomei decisões quando estava com raiva e me virei nos 30 pra poder voltar atrás depois. Fiz promessas quando tava alegre e mais tarde me ferrei porque não pude cumprir. Fui de menos pra quem foi de mais e só consegui considerar de menos quem me considerou de mais. Morri várias vezes esse ano.  Morri de tristeza, de ciúmes, de rir. Perdi a conta de quantas vezes disse em tom de brincadeira todas as coisas que não pude falar falando sério. Bebi, fiz coisas que só me faltavam coragem pra fazer enquanto sóbrio e depois botei a culpa no álcool. Eu disse “eu te amo” sem sentir e tive alguns “eu te amo” que ficaram entalados na garganta sem conseguir sair. Tive mil e uma quedinhas e abismos por pessoas que nem falavam comigo. Me deixei levar por gente interesseira e depois vi o quão burro fui de cair nessas palavrinhas bonitas que todo mundo quer ouvir. Menti pra consegui o que queria. Acima de tudo, decepcionei as expectativas de muita gente que botavam plena fé em mim. Meus pais, meus amigos. Gente que só merecia o melhor. Os meus melhores e mais loucos momentos esse ano foram aqueles em que eu decidi fazer tudo de última hora, sem planejar. E acho que se tu planeja demais, pensa demais, acaba desistindo. Mudei esse ano.  Quase fui a loucura esse ano. Poderia ter sido melhor esse ano, só que não fui. Mas, vai… Até que valeu a pena.  Vinícius Kretek, VK

27-06:

Mas 2011 não foi de todo tão ruim assim, vai. No começo, parecia que o ano ia se arrastar e demorar pra passar. E agora eu tô aqui pensando em tudo e lamentando como ele passou rápido e eu não aproveitei tanto quanto deveria. Mas muita coisa aconteceu. Me aproximei e dividi segredos com gente que não tinha nem pretensão de trocar duas palavras e entretanto me afastei e hoje trato como estranhas pessoas nas quais já depositei confiança e realmente achava que ficariam por um longo tempo na minha vida. Me apaixonei, só pensei que estava apaixonado, fingi que estava apaixonado só pra fazer alguém feliz por um tempo e em outras vezes me iludi que estava apaixonado só pra não me sentir sozinho. Usei pessoas e elas me usaram e depois nós fingimos que nada aconteceu. Fiquei mal e ao invés de fazer algo pra melhorar, coloquei aquela música filha da puta que traz todas as lembranças de uma vez só e chorei. Chorei muito. Chorei pelo acabou, chorei lembrando do que aconteceu e chorei até pelo que nem chegou a ser. Reclamei tantas vezes da vida e depois me senti culpado, olhando pro lado e vendo que tem gente que não tem nem metade do que eu tenho mas nem por isso abaixa a cabeça. Muita coisa deu errado. Tomei decisões quando estava com raiva e me virei nos 30 pra poder voltar atrás depois. Fiz promessas quando tava alegre e mais tarde me ferrei porque não pude cumprir. Fui de menos pra quem foi de mais e só consegui considerar de menos quem me considerou de mais. Morri várias vezes esse ano. Morri de tristeza, de ciúmes, de rir. Perdi a conta de quantas vezes disse em tom de brincadeira todas as coisas que não pude falar falando sério. Bebi, fiz coisas que só me faltavam coragem pra fazer enquanto sóbrio e depois botei a culpa no álcool. Eu disse “eu te amo” sem sentir e tive alguns “eu te amo” que ficaram entalados na garganta sem conseguir sair. Tive mil e uma quedinhas e abismos por pessoas que nem falavam comigo. Me deixei levar por gente interesseira e depois vi o quão burro fui de cair nessas palavrinhas bonitas que todo mundo quer ouvir. Menti pra consegui o que queria. Acima de tudo, decepcionei as expectativas de muita gente que botavam plena fé em mim. Meus pais, meus amigos. Gente que só merecia o melhor. Os meus melhores e mais loucos momentos esse ano foram aqueles em que eu decidi fazer tudo de última hora, sem planejar. E acho que se tu planeja demais, pensa demais, acaba desistindo. Mudei esse ano. Quase fui a loucura esse ano. Poderia ter sido melhor esse ano, só que não fui. Mas, vai… Até que valeu a pena. Vinícius Kretek, VK

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Lifehouse

—Lifehouse - Take me away (acou

PAREM UM POUCO O QUE ESTÃO FAZENDO, APERTE PLAY E APENAS LEIA.

Querida melhor amiga, tenho que confessar que já faz dias que olho para esse papel e não sei exatamente o que escrever. Como descrever o que se passa em meu coração? Não leia como uma carta de despedida, pois não é. Mas escrevo porque estou indo embora… É pequena, passei no vestibular, lembra? Estou indo estudar naquela Universidade que a gente tanto sonhou. Não havia dito nada antes, porque não queria te deixar triste pelo simples fato deu ter que partir. Estou feliz, muito feliz. Mesmo tendo deixado uma parte de mim aí com você, mas vou sorrindo. Ai pequena, sinto tanto a sua falta. Queria ter dito isso olhando em seus olhos, mas não tive coragem. Nossa última briga foi horrível. Senti ódio no seu olhar, quando me jogou aquele peixinho de pelúcia que te dei de aniversário, e confesso que aquilo doeu. Só me recordo das últimas palavras que disse: “Suma da minha vida.” Como se fosse fácil. Estou enviando o peixinho de volta, porque quero que fique com ele. Quando sentir falta de um abraço, o abrace e finja que estou ai, bem do seu lado. Cheirei ele para poder sentir meu cheiro e desapareceu. Agora ele tem o seu cheiro, né?Acho que alguém andou dormindo muito com ele. Lembra da promessa que fizemos? Que seríamos para sempre independente de qualquer coisa? E está sendo. Mesmo você me odiando, mesmo se ficarmos sem nos falar, mesmo quando pensarmos que tudo acabou. Ainda será para sempre. Pequena. Foi assim que te apelidei. Até porque, você é 5 anos mais nova do que eu e ao mesmo tempo tão madura. Ou sou eu que esqueci de crescer? Nunca vou esquecer dos nossos momentos. Das madrugadas que eu ligava bêbada e não dizia coisa com coisa e você só ria de mim. Ou quando era você que me ligava chorando por causa dos idiotas que magoavam seu coração e eu como sempre, dizia qualquer bobagem só para te fazer rir… E eu gostava. Gostava muito da sua gargalhada. Ainda gosto. Você nunca fez o tipo de garota que diz “Eu te amo” o tempo todo, mas eu fazia questão de perguntar se você ainda me amava. E antes de responder, você sempre dava aquela risadinha boba dizendo que amava, amava muito. Foram momentos de altos até tocar na nuvem e baixos até o fundo do poço. Mas no final você sempre segurava meu rosto, olhava no fundo dos meus olhos e dizia: “Estamos juntas nessa”. E por pior que era a situação, eu me tranqüilizava. Lembra quando nos conhecemos? Estávamos brincando em um daqueles parquinhos perto de casa e acabamos caindo uma encima da outra. Eu ralei o joelho e você a mãozinha. Só me recordo de você se aproximar do meu machucado, encostar a mão e dizer: “Agora somos irmãs de sangue.” Que ingênuas. Tínhamos acabado de nos conhecer e já éramos amigas. E somos. Até hoje. Perdão por todas as vezes que errei, querendo acertar. Por ter intrometido na sua vida, no momento que mais queria ajudar. Por ter falado, quando devia me calar. Por ter te deixado ir, quando devia impedir. Mas aqui estou eu, escrevendo quando mais queria era falar. E quando você vier para cá, me procure. Sua cama em meu quarto já está reservada. Estude muito pequena e por favor, não apronte e não faça nada de ruim… Distante assim, não posso cuidar de você. Mas toma aí, metade do meu coração. Guarde-o como estou guardando o seu. Desculpe se a carta demorar um pouco a chegar em suas mãos, é que eu queria te mandar quando eu já me estabelecesse, para você se certificar de que estou em um lugar seguro. E lembre-se pequena: “Não importa o que acontecer, sempre estarei ao seu lado. Amigas uma vez, amigas para sempre. ” Se cuida pequena e cuida do peixinho. Eu te amo muito.

Com amor, Melhor amiga.”

(sdpm)

(via sociedadedospoetasmortos)

segredosecretos:

Deus,me perdoa.Me perdoa por ter me afastado do senhor por qualquer pequeno motivo que seja,por muitas vezes preferir uma festa do que ir a tua casa,de escutar musicas feitas para amores não correspondidos ao invés de escutar as que falam do teu amor por mim.Senhor eu te amo muito,eu reconheço tudo que faz por mim,sei que estás comigo a cada passo que eu dou,e por mais que não pare na hora e agradeça,eu sou grata por me guiar.E como eu estava dizendo,me perdoa,por eu ser essa péssima filha,por ter a cabeça quente,não aguentar a pressão sem soltar um palavrão.Me perdoa por todas as vezes que peguei tudo o que me deu e joguei pro ar,não quis saber.Me perdoa por não dar o máximo de mim na tua presença.Mas eu quero estar nela a cada dia da minha vida,quero estar com o senhor.E mais uma vez,me perdoe pai.segredosecretos

segredosecretos:

Deus,me perdoa.Me perdoa por ter me afastado do senhor por qualquer pequeno motivo que seja,por muitas vezes preferir uma festa do que ir a tua casa,de escutar musicas feitas para amores não correspondidos ao invés de escutar as que falam do teu amor por mim.Senhor eu te amo muito,eu reconheço tudo que faz por mim,sei que estás comigo a cada passo que eu dou,e por mais que não pare na hora e agradeça,eu sou grata por me guiar.E como eu estava dizendo,me perdoa,por eu ser essa péssima filha,por ter a cabeça quente,não aguentar a pressão sem soltar um palavrão.Me perdoa por todas as vezes que peguei tudo o que me deu e joguei pro ar,não quis saber.Me perdoa por não dar o máximo de mim na tua presença.Mas eu quero estar nela a cada dia da minha vida,quero estar com o senhor.E mais uma vez,me perdoe pai.
segredosecretos


 Se todos nascem e morrem da mesma maneira, porque ainda existem pessoas que se sentem melhores do que as outras? (sdpm)

 Se todos nascem e morrem da mesma maneira, porque ainda existem pessoas que se sentem melhores do que as outras? (sdpm)

(via sociedadedospoetasmortos)

todagarotaprecisadeumotario:

Meu amor, é tão exaustivo… Minha mente está doendo, meu orgulho permanece ferido no chão, e meus olhos - tão cansados destas noites mal dormidas - estão fixos, escorrendo meu amor por ti em cima de nossa foto. Eu bem que tento, me afastar, esquecer… sumir de tua vida, mas ultimamente este jogo tem sido muito injusto comigo para falar a verdade. Ele tem se virado contra mim, me fazendo doer e eu não sei mais aonde colocar esta dor. É hora de dizer adeus não? Talvez. Me empresta tua mão? Quero colocá-la no meu peito para sentires meu coração pulsando e dizendo teu nome. Ou talvez somente queira teu toque macio em minha pele áspera, seca, sem vida, que anda refletindo tão bem minha alma. Eu achei que seríamos diferentes, que amor não nos faltaria, e mal sabia eu, que te amava sozinha, que entrava em uma relação de um jeito tão profundo, e ela era unilateral. Não pudestes te controlar certo? Afinal sou eu, não importa o mal que me faças eu continuo te ligando e desligando o telefone, batendo na tua porta e saindo correndo. Eu sinto que fomos infectados, negligenciados. Eu sinto que sou uma peça branca e tu uma preta, um rei, uma rainha, e o rei no final acaba por tirar a rainha do jogo. E tu no final acaba por me acabar. Engraçado amor como as tolas parecem te agradar, é tão mais fácil manipulá-las não? Comigo também foi, não por ser tola - o que realmente sou -, mas por ter caído aos teus pés quando sorristes para mim. Teus cabelos embaraçados, bagunçados, a cara de moleque, o jeito carinhoso de falar, de tocar. E teus olhos? Tão cheios e intensos…  Ela te destruiu, eu sei. Não meu amor, não negue. Está bem visível até, pelo menos para qualquer louco que te observa rir e ao mesmo tempo chorar por dentro. Ah amor, que são estas marcas em teus braços fortes? Ah entendo, são tuas marcas que não foram suficientes em apenas serem emocionais, e viraram físicas. Ei amor, estou ficando maluca ou teu sorriso está levemente partido? É ela te destruiu, dá para notar. Então, vejo que meu velho amigo medo foi te prestar visitas… Desculpa, ele costuma ser folgado mesmo amor. Se instala assim no nosso ser e fica, vai ficando, até que toma conta de tudo. Ah, mas esse medo, não se contentou em ficar sozinho dentro de ti e levou o rancor, certo? Mas meu amor, eu nunca lhe fiz nada… além claro de te decifrar.  Ultimamente tem algo que anda ocupando muito espaço nesta sala, está desconfortável e cansativo. Adivinhou? Teu ego. E não me agrada nada estas tuas tolas na tua volta aumentando ele. Espere mais um pouco, sempre surge alguém para te arrancar desta nuvem. Sempre existe um estraga-prazeres. Minha mente está doendo, sabia amor? É sei bem que já te disse isto, mas é que costumas me ignorar. Enfim, ela dói porque está sobrecarregada contigo, o jeito que teus lábios se movem e o que queres dizer com o que dizes. Fico tentando achar estas entrelinhas, quando és tão sucinto que chega me cortar fundo. Quando és tão cético, que pouco lhe importa meu amor. E minhas palavras. E ah, minhas lágrimas. Quanto desinteresse meu amor, quanto mágoa e tristeza este teu coração carrega! Ah, mas sabes, são as tuas cicatrizes que te atribuem tanta beleza aos meu olhos. São teus erros, tuas faltas de humor, que na mesma intensidade que me irritam, me matam de amores. São estas reviradas de olhos, estes teus silêncios e falta de palavras com significado. Afinal, o que seria de uma pessoa sem defeitos, e belezas exóticas, feitas somente para bons apreciadores do incomum? Os ventos andam tão frios aqui no Sul, mas devo dizer que os teus podem ser considerados mais fortes, arrasadores. Às vezes derrubas meu lar, com apenas um sopro, um desamor. Tenho tentado ficar na ponta dos pés, botar todos os pingos nos is, jogar fora o que é pipoca sem estourar - não sei ainda definir o por que te acho parecido com um piruá -, sorrir independente de ti. Mas ah amor! Tem sido tão difícil, tão exaustivo, e mesmo assim meus olhos se recusam a fechar e descansar. Irônico, pois se ao menos pudesse sonhar, poderia te aninhar em meus braços, te beijar até dizeres chega… Nós tínhamos tudo, mas o tudo pode se tornar nada em instantes, o que muitos gostam e me deixa feliz por gostarem, podem ser só mais algumas palavras contra o papel branco, não mais virgem dos toques de minha caneta preta. Palavras assim, escritas rapidamente, de um modo tão convicto e cheio que ultrapassa as linhas, marca as páginas mais do que com somente tinta e que ainda assim nada te significam, nada te comovem. Gostaria de poder ir para casa e te encontrar, deitado em minha cama, olhando, lendo minhas paredes, cadernos cheios de ti. Teus olhos maravilhados, chorosos, felizes e acolhedores como costumavam ser - sinto falta deles assim, meu amor -, me encarando, deixando à mostra toda a vontade de me cuidar, que eu tanto desejo que tenhas.  Queres fazer uma caridade? Canta ao pé do meu ouvido até eu dormir? Não vai demorar muito, eu prometo. Afinal, tu estarias aqui, e o que poderia me machucar mais do que tua ausência? O que neste mundo, poderia me machucar mais do que tua indiferença? Porque eu noto quando tu notas que estou brava contigo, porque eu vejo muito além do que esperas que alguém, algum dia tenha coragem de olhar. Porque ah, sou eu meu amor, tu sabes bem como te ignoro na mesma intensidade que me importo, e mesmo assim nem tanto. Eu deveria parar. Parar de me repetir, de me entregar aos meus clichês e sonhos amorosos estúpidos. Parar quem sabe até mesmo de te escrever, afinal tudo que é para ti, nunca chegará nas tuas mãos… Mas sabe, tem um problema, eu não consigo. Cada vez que pego esta caneta é teu nome que me vem à mente. É teu sorriso, teus trejeitos, tuas imaturidades e desrespeitos contra minha alma romancista. São teus lábios macios e tua respiração ofegante. Teu lado ruim que eu tanto almejo poder consertar. Tuas piadas sem graça, e teus risos histéricos. Até mesmo tuas críticas, que mal sabes tu, me machucam tanto. Às vezes te olho, e continuo te olhando, e então me enxergas, porém isto não é suficiente para eu desviar meus olhos [..] Até que eu simplesmente sorrio, e me sinto ruborizar, abaixo os olhos como sempre costumo fazer ao te ver, e continuo a vagar, me perguntando o que passa na tua cabeça, o que achas de mim. E o que te leva a continuar ali, observando. Tu te importas de eu, tão cegamente apaixonada, botar estas palavras em tua boca, e estas emoções em teus olhos? É que eu as ouço, vejo, roubo, tento me convencer de que são reais, mas tenho medo de confirmar com a fonte. Tenho medo, pois sei que vais negar, dissimular e me achar louca. Sei que vais te aquietar, e botar tua velha armadura contra sentimentos, contra machucados. Pouco sabes que te machucar é me machucar. E sabe, posso até soar assim às vezes, mas não sou tão masoquista a este ponto. Já basta o quanto me ando me auto flagelando por tua casa. Cicatrizes marcam fundo, são irreversíveis, e costumam aparecer de leve na luz do Sol, porém estão sempre ali, você não as pode ver se olhar sem atenção, mas ainda pode senti-las, não consegue apagar o fato de saber que ainda estão dormentes ali, e isto machuca muito mais do que se tivessem arrecém feitas. Memórias machucam, pelo simples fato de serem passado, e não presente. Agora imagine a mim, que nem memórias nossas tenho a guardar? O vazio é sempre pior, e mesmo assim, continuas sugando, sem saber, o que resta de amor e vida em mim, e meu amor, é tão escasso… E meu amor, é tão exaustivo… Minha mente está doendo… Camila Reis

todagarotaprecisadeumotario:

Meu amor, é tão exaustivo… Minha mente está doendo, meu orgulho permanece ferido no chão, e meus olhos - tão cansados destas noites mal dormidas - estão fixos, escorrendo meu amor por ti em cima de nossa foto. Eu bem que tento, me afastar, esquecer… sumir de tua vida, mas ultimamente este jogo tem sido muito injusto comigo para falar a verdade. Ele tem se virado contra mim, me fazendo doer e eu não sei mais aonde colocar esta dor. É hora de dizer adeus não? Talvez.
Me empresta tua mão? Quero colocá-la no meu peito para sentires meu coração pulsando e dizendo teu nome. Ou talvez somente queira teu toque macio em minha pele áspera, seca, sem vida, que anda refletindo tão bem minha alma.
Eu achei que seríamos diferentes, que amor não nos faltaria, e mal sabia eu, que te amava sozinha, que entrava em uma relação de um jeito tão profundo, e ela era unilateral. Não pudestes te controlar certo? Afinal sou eu, não importa o mal que me faças eu continuo te ligando e desligando o telefone, batendo na tua porta e saindo correndo.
Eu sinto que fomos infectados, negligenciados. Eu sinto que sou uma peça branca e tu uma preta, um rei, uma rainha, e o rei no final acaba por tirar a rainha do jogo. E tu no final acaba por me acabar.
Engraçado amor como as tolas parecem te agradar, é tão mais fácil manipulá-las não? Comigo também foi, não por ser tola - o que realmente sou -, mas por ter caído aos teus pés quando sorristes para mim. Teus cabelos embaraçados, bagunçados, a cara de moleque, o jeito carinhoso de falar, de tocar. E teus olhos? Tão cheios e intensos… 
Ela te destruiu, eu sei. Não meu amor, não negue. Está bem visível até, pelo menos para qualquer louco que te observa rir e ao mesmo tempo chorar por dentro. Ah amor, que são estas marcas em teus braços fortes? Ah entendo, são tuas marcas que não foram suficientes em apenas serem emocionais, e viraram físicas. Ei amor, estou ficando maluca ou teu sorriso está levemente partido? É ela te destruiu, dá para notar.
Então, vejo que meu velho amigo medo foi te prestar visitas… Desculpa, ele costuma ser folgado mesmo amor. Se instala assim no nosso ser e fica, vai ficando, até que toma conta de tudo. Ah, mas esse medo, não se contentou em ficar sozinho dentro de ti e levou o rancor, certo? Mas meu amor, eu nunca lhe fiz nada… além claro de te decifrar. 
Ultimamente tem algo que anda ocupando muito espaço nesta sala, está desconfortável e cansativo. Adivinhou? Teu ego. E não me agrada nada estas tuas tolas na tua volta aumentando ele. Espere mais um pouco, sempre surge alguém para te arrancar desta nuvem. Sempre existe um estraga-prazeres.
Minha mente está doendo, sabia amor? É sei bem que já te disse isto, mas é que costumas me ignorar. Enfim, ela dói porque está sobrecarregada contigo, o jeito que teus lábios se movem e o que queres dizer com o que dizes. Fico tentando achar estas entrelinhas, quando és tão sucinto que chega me cortar fundo. Quando és tão cético, que pouco lhe importa meu amor. E minhas palavras. E ah, minhas lágrimas.
Quanto desinteresse meu amor, quanto mágoa e tristeza este teu coração carrega! Ah, mas sabes, são as tuas cicatrizes que te atribuem tanta beleza aos meu olhos. São teus erros, tuas faltas de humor, que na mesma intensidade que me irritam, me matam de amores. São estas reviradas de olhos, estes teus silêncios e falta de palavras com significado. Afinal, o que seria de uma pessoa sem defeitos, e belezas exóticas, feitas somente para bons apreciadores do incomum?
Os ventos andam tão frios aqui no Sul, mas devo dizer que os teus podem ser considerados mais fortes, arrasadores. Às vezes derrubas meu lar, com apenas um sopro, um desamor. Tenho tentado ficar na ponta dos pés, botar todos os pingos nos is, jogar fora o que é pipoca sem estourar - não sei ainda definir o por que te acho parecido com um piruá -, sorrir independente de ti. Mas ah amor! Tem sido tão difícil, tão exaustivo, e mesmo assim meus olhos se recusam a fechar e descansar. Irônico, pois se ao menos pudesse sonhar, poderia te aninhar em meus braços, te beijar até dizeres chega…
Nós tínhamos tudo, mas o tudo pode se tornar nada em instantes, o que muitos gostam e me deixa feliz por gostarem, podem ser só mais algumas palavras contra o papel branco, não mais virgem dos toques de minha caneta preta. Palavras assim, escritas rapidamente, de um modo tão convicto e cheio que ultrapassa as linhas, marca as páginas mais do que com somente tinta e que ainda assim nada te significam, nada te comovem.
Gostaria de poder ir para casa e te encontrar, deitado em minha cama, olhando, lendo minhas paredes, cadernos cheios de ti. Teus olhos maravilhados, chorosos, felizes e acolhedores como costumavam ser - sinto falta deles assim, meu amor -, me encarando, deixando à mostra toda a vontade de me cuidar, que eu tanto desejo que tenhas. 
Queres fazer uma caridade? Canta ao pé do meu ouvido até eu dormir? Não vai demorar muito, eu prometo. Afinal, tu estarias aqui, e o que poderia me machucar mais do que tua ausência? O que neste mundo, poderia me machucar mais do que tua indiferença? Porque eu noto quando tu notas que estou brava contigo, porque eu vejo muito além do que esperas que alguém, algum dia tenha coragem de olhar. Porque ah, sou eu meu amor, tu sabes bem como te ignoro na mesma intensidade que me importo, e mesmo assim nem tanto.
Eu deveria parar. Parar de me repetir, de me entregar aos meus clichês e sonhos amorosos estúpidos. Parar quem sabe até mesmo de te escrever, afinal tudo que é para ti, nunca chegará nas tuas mãos… Mas sabe, tem um problema, eu não consigo. Cada vez que pego esta caneta é teu nome que me vem à mente. É teu sorriso, teus trejeitos, tuas imaturidades e desrespeitos contra minha alma romancista. São teus lábios macios e tua respiração ofegante. Teu lado ruim que eu tanto almejo poder consertar. Tuas piadas sem graça, e teus risos histéricos. Até mesmo tuas críticas, que mal sabes tu, me machucam tanto.
Às vezes te olho, e continuo te olhando, e então me enxergas, porém isto não é suficiente para eu desviar meus olhos [..] Até que eu simplesmente sorrio, e me sinto ruborizar, abaixo os olhos como sempre costumo fazer ao te ver, e continuo a vagar, me perguntando o que passa na tua cabeça, o que achas de mim. E o que te leva a continuar ali, observando.
Tu te importas de eu, tão cegamente apaixonada, botar estas palavras em tua boca, e estas emoções em teus olhos? É que eu as ouço, vejo, roubo, tento me convencer de que são reais, mas tenho medo de confirmar com a fonte. Tenho medo, pois sei que vais negar, dissimular e me achar louca. Sei que vais te aquietar, e botar tua velha armadura contra sentimentos, contra machucados. Pouco sabes que te machucar é me machucar. E sabe, posso até soar assim às vezes, mas não sou tão masoquista a este ponto. Já basta o quanto me ando me auto flagelando por tua casa. Cicatrizes marcam fundo, são irreversíveis, e costumam aparecer de leve na luz do Sol, porém estão sempre ali, você não as pode ver se olhar sem atenção, mas ainda pode senti-las, não consegue apagar o fato de saber que ainda estão dormentes ali, e isto machuca muito mais do que se tivessem arrecém feitas. Memórias machucam, pelo simples fato de serem passado, e não presente. Agora imagine a mim, que nem memórias nossas tenho a guardar? O vazio é sempre pior, e mesmo assim, continuas sugando, sem saber, o que resta de amor e vida em mim, e meu amor, é tão escasso…
E meu amor, é tão exaustivo… Minha mente está doendo… Camila Reis